BASICAMENTE
Sou maranhense residente no Distrito Federal desde 1971, quando minha família se mudou para o Planalto Central. Vivi minha infância e juventude na cidade satélite do Gama e atualmente resido em Brasília, onde também trabalho desde 1992 no Judiciário do Distrito Federal. Perfiz o ensino básico e médio em escolas públicas do Gama e cursei Ciências da Computação pela Universidade de Brasília.
Gosto de cinema, música, Internet e meditação. Minhas leituras atuais concentram-se basicamente no ambiente virtual da Internet. Divido meu tempo entre os meus dois trabalhos (servidor público e Internet Marketer), a yoga e a meditação, e as visitas a parentes. Não careço de muita diversão. Contento-me com um cinema esporadicamente e me distraio bastante na grande rede. A televisão eu somente ligo durante as refeições e para assistir A Praça é Nossa.
MINHA PRESENÇA NA INTERNET
A principal motivação da minha presença na Internet são os negócios. Possuo grande interesse no desenvolvimento profissional através da Web e busco sempre meu aprimoramento no conhecimento e nas ferramentas que a Internet oferece aos empreendedores cibernéticos. Venho do Marketing Multinível de campo para o Internet Marketing e o Marketing de Atração do ciberespaço. Por esse motivo, irei falar bastante sobre minha trajetória nesses aspectos evolutivos do marketing. Este é o meu eixo na grande rede.

O MARKETING MULTINÍVEL: MINHA PRIMEIRA ESCOLA
Há três princípios que persigo recursivamente nos negócios que desenvolvo: 1) negócio próprio, 2) alavancagem e 3) duplicação.
O sonho do negócio próprio. A primeira qualidade que me chamou a atenção no Marketing Multinível (MMN) foi a possibilidade de eu possuir meu próprio negócio sem precisar passar pelas agruras de um empresário convencional, ou ter que levantar os recursos para entrar numa dessas franquias caríssimas. O cenário mostrado pelo MMN me foi extremamente atraente: negócio próprio, adesão barata, produto pronto, logística pela empresa, sem estoques, sem funcionários, e o mais importante, renda alavancada.
A alavancagem. Este é o termo que tocou meu coração na rede multinível: a idéia de desenvolver um sistema que “girasse e que gerasse”. Que girasse sozinho e que gerasse rendimentos mesmo quando se está de férias, ou doente, ou dormindo. A alavancagem é uma característica de modelos que potencializam o tempo e a força de trabalho de uma pessoa, utilizando para isso o tempo e o trabalho de outrem. Mas não foi através do Marketing Multinível que eu tive conhecimento pela primeira vez desse preceito. Ironicamente o princípio da alavancagem me foi apresentado em um convite para participar de um esquema de pirâmide de dinheiro em 1992. A roupagem ilegal não desmereceu o princípio, mas vale assinalar que foram fraudes como essa que denegriram a imagem do Marketing de Rede por vários anos no Brasil. Afinal, esquemas de pirâmides e correntes de dinheiro são as versões corrompidas do sistema multinível, o qual foi inventado ainda na década de 40 por Carl Rehnborg. As correntes são aquelas listas que as pessoas enviam pelo correio convencional, encaminhando dinheiro aos participantes. Tanto as pirâmides quanto as correntes são ilegais por não comercializarem um produto em seus sistemas, mas somente manterem o trânsito de dinheiro; o que ao final lesa os participantes da base da rede.
Duplicação. Para mim o sistema de Marketing de Rede era naturalmente duplicável. Uma virtude que facilitaria imensamente meu trabalho. Nas primeiras apresentações de negócios que assisti, meu plano de sucesso emergiu incólume em meus devaneios. Meus olhos brilharam: era perfeito e simples na minha percepção. Então acreditei que bastaria colocar as pessoas frente à apresentação e o mesmo deslumbre as acometeria. Eu achava que não precisaria ensinar nada a elas: havia os palestrantes, o material de treinamento e tudo o mais. Quimera!
POR QUE O MMN NÃO QUER DAR CERTO?
Marketing Multinível não tem dado certo por causa da frustração que ele origina e por causa da falta de credibilidade frente às pessoas. Pra começar, o sonho de qualidade de vida que é vendido não coincide com a realidade que se apresenta. Poxa, quem é que não quer ter seu próprio negócio com alavancagem e que se duplica sozinho? O primeiro item se consegue facilmente (próprio negócio), mas como obter alavancagem se não conseguimos colocar pessoas na rede, ou se as que colocamos não permanecem? Para alguns, o negócio até que dava certo por algum tempo, mas logo vinha a infame retração da rede. Como duplicar um sistema que, na prática, se mostrava espesso, pastoso, tenso e denso? Como manter uma rede em constante tensão e insegurança?
Quando assistíamos a uma apresentação para conhecer o negócio, tudo se mostrava perfeito e simples (pelo menos aos meus olhos). Mas é duro aprender na prática 1) que a gente não sabe convidar pessoas para o negócio, 2) que a gente possui uma imagem opaca aos olhos dos outros e que o MMN corrói mais ainda essa imagem, 3) que os amigos e parentes irão nos rejeitar, 4) que nossos downlines não irão pagar suas mensalidades, 5) que teremos que ir a campo falar com pessoas desconhecidas, 6) que teremos que panfletar, 7) que teremos que fazer pesquisas para conseguir telefones, 8) que a maioria dos telefonemas não darão resultado, 9) que vendemos um produto do qual não gostamos e que por vezes é extremamente caro, 10) que teremos que aprender a dar treinamento e motivação (que por vezes não possuímos), 11) que teremos que ir a incontáveis reuniões, 12) que teremos que dirigir horas e horas, 13) que teremos que assistir às apresentações sozinhos porque não conseguimos convidar ninguém, 14) que mesmo não ganhando dinheiro, teremos que pagar a mensalidade do negócio… Entendeu o que eu quis dizer com denso e tenso?
Depois desse primeiro filtro, os empreendedores que resistiam acreditavam que o sucesso no MMN iria depender de colocar o famoso “cara forte” na rede. Quem é esse cara? Nunca vi. O que se seguia eram migrações de distribuidores esperançosos de uma rede a outra. O fascínio pelos três princípios era intenso e mantinha a chama viva. Talvez o problema estivesse na antiga empresa. Nova empresa, esperança renovada.
Por algum tempo eu achei que o problema era o produto. Quando eu não gostava do produto, também pensava que ninguém iria gostar. Mudava de empresa, mas nada mudava. Ah, então, o problema devia ser eu – pensei. Devo estar trabalhando mal. Parti para a panfletagem. Mil panfletos e nenhuma resposta. Fui para as pesquisas nas paradas de ônibus dos Ministérios. Pegava os dados das pessoas e depois ligava para elas. As pessoas simplesmente queriam outro empregador para elas. Na última empresa de que participei, os meus mentores ensinaram-me como montar listas, filtrar, convidar, acompanhar à apresentação de negócios, ligar no dia seguinte. Às vezes saímos a campo para recrutar desconhecidos. Um treinamento simplesmente fantástico e impactante, porém adesões, bulhufas. A adesão era cara. Recrutei três na última empresa. Agora imagine os três recrutas tendo que passar por tudo que estou narrando aqui. Como uma rede vai crescer desse jeito? Onde vai ter alavancagem nisso? Como se duplica tanta complexidade?
Há casos em que os donos da empresa e o corpo de tops são culpados (em casos de conflitos de interesses, cisões, alteração do plano de compensação), mas esta não é a razão pela qual a grande massa das camadas baixas desiste.
Não gosto de reclamar, nem quero parecer ingrato, mas a roupagem de trabalho que o MMN concedeu aos três princípios acima acabou com eles. O modo como as coisas foram feitas na antiga escola do Marketing Multinível anulou o potencial de muita gente boa e frustrou os sonhos de outras tantas. A maneira como o sistema era apresentado e o método impulsivo de trabalho favoreceram palestrantes espertos e fizeram emergir os “burros motivados” (termo creditado a Roberto Shinyashiki).
De uma coisa eu estava certo: eu não gostava de trabalhar assim. Passava sete horas por dia no meu trabalho convencional; perseguia pessoas ali mesmo no ambiente de trabalho. Chegava cansado em casa e ainda tinha que vestir o paletó e ir para treinamentos e apresentações. Aos domingos, mais reuniões de negócio e viagens para trazer pessoas aos encontros. A qualidade de vida anunciada pelo MMN era uma quimera.
Segundo o especialista Sílvio Fortunato, a desistência na indústria do Marketing Multinível é de mais de 90%. Não falo por todos. Falo pelos que, apesar de terem tido atitude e fé nos três princípios, não lograram êxito por não possuírem perfil de vendedor (que não deveria ser exigível) ou talento para pastor. Esses são os empecilhos do Marketing de Rede na minha visão e na minha experiência pessoal. Para mim, empreendedor dedicado que sou, o MMN nesse antigo modelo é engessado, um elefante, uma coisa lenta, pesada. Não flui na prática como deveria. Acho que falo pela maioria.
POR QUE CONTINUO A ACREDITAR NO MMN?
Boa pergunta. Por que não largo o osso? Será que sou maluco? Não. A resposta para essa pergunta é a seguinte. Na verdade não se trata de eu acreditar em MMN, mas de eu acreditar em negócio próprio, alavancagem e duplicação. O MMN da velha escola se apossou desses três princípios e os vestiu com uma couraça muito pesada, anulando a própria eficácia dos dois últimos. Perderam-se nas ferramentas. Por isso, quando me perguntarem se gosto de MMN, responderei: “gosto de DNA (Duplicação, Negócio Próprio e Alavancagem)” e, como eu disse no início do texto, perseguirei o DNA enquanto puder. O que busco na Internet é um corpo mais sutil, um modelo de trabalho mais leve, onde esses três princípios estejam vivos e atuantes. Se alguma empresa de Marketing Multinível conseguir fazer isso, estou dentro.
MARKETING MULTINÍVEL E INTERNET
Sempre apreciei a rede digital como ferramenta de trabalho. Embora eu desenvolvesse o Marketing de Rede em campo, busquei continuamente criar formas de divulgar meus negócios na Web. Meus mentores do MMN ensinaram-me o TBC (Tirar a Bunda da Cadeira) para prospecção em campo. Mas eu sempre sonhei com o DBC (Deixar a Bunda na Cadeira) para prospecção na teia virtual. Procurei sutilizar essa densidade do MMN através da Web (divulgar mais fluentemente para mais pessoas). Mas à época me faltava conhecimento e, além disso, Marketing de Rede e Internet não se casavam muito bem. As maiores redes multiníveis que consegui formar foram através da divulgação pela Web. Porém elas sempre se retraíam. Simplesmente não era duplicável, na Web, um MMN de campo.
Essa consciência de que a Internet é um mundo de oportunidades sempre se fez presente em mim. E agora começo a perceber o caminho pela grande rede. Por exemplo, possuo blogs onde todos os dias as pessoas transitam, esteja eu no trabalho, dormindo, doente. E são divulgações gratuitas, e mais: qualificadas. Imagine isso sendo feito em campo. Nem se compara o gasto de tempo, esforço, gasolina (e beleza). Eis aí um método de trabalho que me agrada. A Internet brasileira conta hoje com cerca 42 milhões de internautas (fim de 2010. E crescendo). Pôxa, nem preciso disso tudo. Há incontáveis maneiras de se fazer divulgação grátis pela Internet e que não necessita de conhecimento técnico para aprender.
A APRENDIZAGEM COM O MMN
Para mim, o Marketing Multinível foi antes uma escola do que um ganha-pão. Abracei a causa do MMN por alguns anos e aprendi muita coisa em relação ao trabalho e às pessoas. Adquiri grande bagagem que hoje me servirá na nova abordagem que sigo. Conheci muita gente boa e, através delas, mentores e muita informação valiosa. Fico feliz e sou muito grato por ter passado por toda essa aprendizagem e pela oportunidade de compreender melhor as pessoas e a mim mesmo. Fiz amigos e evoluí, o que me conforta e me gratifica pela persistência e credulidade que depositei nessa indústria multinível. Ainda neste blog, tentarei colocar todas as pessoas e locais por onde passei nessa saga.
MARKETING DE ATRAÇÃO – UM NOVO CENÁRIO
Deixei a última empresa de MMN de que participei em 2009. A partir de janeiro de 2010 decidi vasculhar a Internet em busca de um novo modelo, ou de um novo método, para trabalhar com Marketing de Rede. Então fiz uma pesquisa ao léu no Google para o termo “casos de sucesso na Internet”, tendo me deparado com o blog “Lucrando na Rede”, de Jânio Sarmento, onde li pela primeira vez o termo problogger (blogueiro profissional). O vocábulo é o primeiro de três novos termos mágicos que aprendi. Depois disso fui atrás de probloggers da Internet e conheci vários profissionais do ramo. Isso me abriu um grande leque de possibilidades.
Em seguida me deparei com um empreendedor carioca chamado Fernando Augusto, que desenvolve um fantástico sistema de afiliados de sua autoria. Sempre desprezei sistemas de afiliados por achar que pagavam mal. No entanto, o sistema do Fernando, além de pagar bem, apresentava uma excelência que saltava aos olhos. Com o Fernando Augusto aprendi o segundo termo mágico: Internet Marketing. Após ter aderido ao SGDA, sistema desse jovem empreendedor, fui parar, por causa dos próprios ensinamentos do Fernando Augusto, em um site que divulgava vídeos de um empresário português denominado Sílvio Fortunato. O trabalho do Sílvio e colaboradores, o Magnet System, além de conter todos os aspectos dos sistemas anteriores, ainda aglomera vários profissionais de alto nível em um único sistema de afiliados com infoprodutos voltados justamente para a formação de novos empreendedores da Web. O terceiro termo mágico, ensinado pelo Sílvio Fortunato, é Marketing de Atração. Por fim encontrei Dani Edson, que desenvolve trabalho similar ao Fernando Augusto, o Kit Ganhe Dinheiro On-Line.
O que há de comum entre esses profissionais é que todos são especialistas em negócio próprio com alavancagem, duplicação e, além de tudo, com plataforma 100% na Internet. É o meu eldorado, o corpo sutil para os três princípios.
Resumidamente falando, o trabalho desses empreendedores ensina como ganhar dinheiro na Internet através da divulgação de infoprodutos pelo Marketing de Atração e do Internet Marketing, via sistema de afiliados, com a projeção de uma imagem de especialista ao divulgador, dando-lhe credibilidade e alterando o seu status de “perseguidor de clientes” para o status de “perseguido por clientes”.
Bom, neste ponto é onde me encontro neste dezembro de 2010. Sigam-me os bons!
